quarta-feira, 3 de abril de 2013

VAL...

Val Salles


Num pequeno espaço de tempo, íntimo e pessoal, acontece “Melhor Ir Mais Cedo Pular da Janela”, do Léo Moita e do incrível Val Salles. Um pequeno espetáculo infestado de alma. Um susto de teatro! Beleza pura!

EVIL DEAD 2013 - Um raro remake...!


O remake de “Evil Dead”, de Sam Raimi (agora só produzido por ele e dirigido por Fede Alvarez), está estreando nos EUA e acontece uma certa unanimidade crítica. O filme parece ser excelente! Tenho a sensação de que vou passar muito mal assistindo a esse filme!


. “Um raro remake que será, provavelmente, apreciado pelos fãs de seu antecessor.”- Joey Leydon – Variety
. “Sustos sangrentos abundam em um remake que vai conquistar os corações de muitos dos fãs do original. ”- John DeFore – Hollywood Reporter
. “... uma dose considerável, e ocasionalmente louvável, de ultra-violência.”- William Goss – Film.com


OLHOS NOS OLHOS...

Poster que vale a pena postar!
O Novo filme de Karim Aïnouz, que estreia no Brasil em 26 de abril


Inspirado na música "Olhos nos Olhos", de Chico Buarque, o longa traz Alessandra Negrini no papel de Violeta, uma dentista de 40 anos, casada e com um filho adolescente, que está pronta para começar mais um dia em sua rotina. Até que ela recebe uma mensagem desconcertante e embarca em uma jornada pelas ruas do Rio de Janeiro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ESTA CRIANÇA é a nova catarse!!!



Pra que escrever se eu vi? Se nós vimos? Pois é, estávamos todos lá, assistindo ESTA CRIANÇA, da Companhia Brasileira, no Guairinha, e todos gostamos demais! E o espetáculo vem para o Festival depois de meses de absoluto sucesso no Rio de Janeiro e quatro prêmios Shell (direção, atriz, cenografia e iluminação) que valem mais do que qualquer adjetivo empolgado. Então que está tudo muito bem. Graças à produtora, Cássia, eu consegui um lugar excelente para assistir e saí do teatro recompensado e me sentindo a pessoa mais feliz do mundo por ter tido o privilégio de assisti-lo. Eu e o público. Sim, porque quando é que você tem a chance de ver quatro “Lalas Schneiders” em cena? Absolutas! Indiscutíveis! Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha não são nada menos que perfeitos! Mas perfeito é um adjetivo tão gelado! Então eu diria que são artisticamente perfeitos! Porque aí tudo o que a palavra “artístico” engloba de dionisíaco, apolíneo, humano, comprometido, sensível e inteligente, dá à performance um status de beleza que só é alcançado por obras primas como as de um Van Gogh, ou um Checov, ou um Ingmar Bergman, ou um Mozart, ou um Dostoiéviski, um Godard, um Truffaut, sei lá... ESTA CRIANÇA é um espetáculo tão emblemático para o teatro brasileiro neste nosso tempo, que deveria ser falado, estudado, refletido, e deveria influenciar nosso fazer teatral como um dia influenciaram Ziembinski, Antunes Filho e Gerald Thomas! É o tipo do espetáculo que transforma qualquer receita! E é tão moderno! Moderno sim, naquele lugar que virou escola! Porque a dramaturgia (Joel Pommerat) empurra, impiedosamente, atores e diretor além de Stanislavski, além de Brecht, além até de Aristóteles! Só assim é possível! E ao mesmo tempo lá estão eles, falando do humano, do demasiadamente humano, do desesperadamente humano, usando as técnicas mais tradicionais da interpretação. Porque vemos VOZES, EMPOSTAÇÕES, GESTOS FIRMES, ATITUDE e MOVIMENTO que nada tem a ver com a imobilidade fácil e preguiçosa, nada tem a ver com o naturalismo blazé fajuto e raso, nada tem a ver com afetações “artísticas” ou arrogâncias intelectuais. ESTA CRIANÇA é um espetáculo tão bem dirigido, mas tão bem dirigido que vai além do corpo e da mente, vai além do coração e da mente, vai além do compreensível e do incompreensível. É teatro puro! Arte pura! Essência! Inocência e grito! Mas eu faço questão de frisar que inocência não é ingenuidade, por isso ele não acontece à beira do abismo, mas em plena queda! E nós, público, caímos juntos. Experimentamos o vento, a vertigem, a fobia da altura, a velocidade, a gravidade e, finalmente, o tombo! A partir de ESTA CRIANÇA o sentido da catarse tem que ser repensado. E ela está lá, não para aliviar nossas dores, nem para lavar nossa alma, mas para atirar-nos no vórtice enlouquecido e dramático das humanidades. A consciência da nossa vulgar humanidade! A tragédia da nossa imperfeição! O pesadelo dos nossos sonhos impossíveis! Esse teatro que o Márcio Abreu e seus atores propõem é um milagre! É o verdadeiro encontro entre seres humanos (atores e público) para o contemporâneo. É a salvação de nossa arte. É o caminho, a luz e a ideia. Quem quiser segui-lo vai receber como herança o vento! Parabéns queridos amigos! Há um coro de grandes fazedores de teatro (vivos e mortos!) exultantes neste momento! Eles não se cansam de aplaudir e agradecer, podem ter a mais absoluta de todas as certezas!


segunda-feira, 1 de abril de 2013

JACK, O CAÇADOR DE GIGANTES ou o nada absoluto!



Tivesse assistido 15 minutos, com humildade e reflexão, a “King Kong” (qualquer um dos três), “Caçadores da Arca Perdida” e “O Senhor dos Anéis” e Bryan Singer ou teria desistido de fazer “Jack – O Caçador de Gigantes” ou teria feito desse roteiro vagabundo um filme pelo menos assistível. “Jack – O Caçador de Gigantes” não é absolutamente nada. É incrível como Singer consegue ser tão óbvio e burocrático e não ter qualquer controle sobre ritmo, espetáculo, ação e intensidade dramática. As cenas simplesmente vão acontecendo umas depois das outras, aumentando o tédio insuportável e imaginando que belos efeitos especiais seriam suficientes pra dar conta de um filme. Mas esses caras já não sabem que efeitos especiais não são suficientes? Não existe atrás deles pelo menos 100 anos de cinema de aventura para um mínimo de aprendizado? Não bastasse o zero absoluto e ainda tem um pobre coitado de um Ewan McGregor mais perdido que cego em tiroteio e uma mocinha insossa, sem charme e pessimamente interpretada pela tal Eleanor Tomlinson. Enfim, depois de quase destruir Superman, Singer agora enterra outra lenda divertida, a de Jack e o pé de feijão. Tomara que ele não afunde também o próximo filme dos X-Men. Esse cara precisa tomar fluoxetina!

MILAGRE NA CELA NÚMERO 7

Milagre na Cela Número 7


A Coréia do Sul é um prodígio em muitos aspectos. Quando o assunto é cinema ela tem pra oferecer alguns dos diretores mais originais e criativos. Todo ano um ou dois filmes se destacam e arrasam nas bilheterias coreanas. Fazem frente aos blockbuster americanos e dão de lavada. O maior sucesso da nova temporada coreana é uma comédia: “Milagre na Cela Número 7”, do diretor Lere Hwan-Kyung. É uma comédia dramática sobre um sujeito com problemas mentais que é preso e faz amizade com os criminosos mais “hard” da cadeia. Só na Coréia do Sul já bateu a barreira dos 12 milhões de espectadores, aproximando-se do outro sucesso recente do cinema do país, “The Thieves”, direção de Choi Dong-Hoon, que passou os 13 milhões. 

The Thieves

SOBRE O ATOR... por Woody Allen!



Em tempos de Festival de Teatro, fui encontrar  na biografia escrita pelo Eric Lax, esta reflexão do velho Woody sobre o ator:

“A coragem artística não é grande coisa porque a vida, a morte, o ferimento corporal não estão em jogo. Coragem é você participar de um movimento de resistência na guerra. Subir ao palco não é realmente coragem, é um tipo de coragem infantil. A reação apropriada para os meus medos seria a questão ‘para que você está fazendo todo este estardalhaço, seu idiota? Suba ao palco e represente ou pare de se lamentar, vá para casa e arrume outro emprego.’”