Comboio do medo(Sorcerer), filme que William
Friedkin realizou depois do enorme sucesso deO exorcista, será restaurado e
relançado em todas as mídias – incluindo cinema e blu ray. Com orçamento de US$
22 milhões, considerado bastante alto para a época, o longa chegou aos cinemas
em 1977, mas arrecadou apenas US$ 12 milhões nas bilheterias, praticamente encerrando
a carreira do cineasta junto aos grandes estúdios. Hoje, é cultuado pelos fãs
do cineasta. A versão restaurada deComboio do medo deverá ter sua première
mundial no próximo Festival de Veneza, em setembro.
WRONG! Uma viagem alucinógena e surrealista empreendida por um cara que perde o maior amor de sua vida: seu cachorro! A partir daí, tenta fazer com ele algum contato metafísico.... O que acontecerá?
Hoje meu amigo Guilherme Almeida publicou no facebook uma singela
saudade da Hebe Camargo e eu que não podia perder a viagem disse de todo
coração que ainda sinto saudades da Hebe uma vez por dia. E o colega de face Heber Troy publicou que “Adoro
esse dvd. Dá vontade de chorar na música com a Paula Fernandes.”- Então que eu
fui buscar e não são só as duas, mas a música e a poesia belíssima do Almir
Sater: “Tocando em Frente”-
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
KING KONG, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack completa 80 anos.
Há reputações quem nem o tempo, nem o CGI, nem Peter Jackson, nem Jessica Lange
e Naomi Watts, nem o Oscar de efeitos visuais conseguem arranhar! Congratulations!
Dia desses eu estava pronto para dormir quando, início da madrugada, o
GNT começa a exibir um documentário que me fez abandonar o sono e grudar frente
à televisão: “Stonewall Uprising/A Revolta de Stonewall”, de 2010, dirigido por
Kate Davis e David Heilbroner. Apesar do conteúdo histórico e polêmico, o filme
não estourou nas paradas, talvez até, por um certo ar sisudo que rouba-lhe a
fluidez e dá à narrativa um excessivo didatismo. Mas isso não tira a
importância do conteúdo, nem a força de narrar com depoimentos, fotos e algumas
imagens, um acontecimento que deu outro rumo às relações entre os homossexuais
e a sociedade americana. Em algum momento alguém diz uma frase importante: “às
vezes a radicalidade e o confronto são necessários!” Pode parecer um conselho
perigoso, mas o silêncio e a passividade tendem a favorecer os reacionários,
principalmente os que usam o preconceito e a ignorância como instrumento de poder
e manipulação dos corações e mentes. Em junho de 1969, como era de costume, a
polícia fez uma batida no bar gay “Stonewall” em Nova Iorque. Cansados da
humilhação, do desrespeito e da violência, os frequentadores partiram para o
confronto. Uma “guerra” que durou três dias e que obrigou a sociedade americana
a repensar os direitos humanos e equalizar o verdadeiro sentido da democracia.
O documentário surpreende ainda com revelações assustadoras do sistema
repressivo e da absoluta condição marginal a que eram obrigados os homossexuais
em seu próprio país. Vivendo um caos de
medo e susto, os homossexuais eram apenas um grupo oprimido tentando viver sua
vida nas frestas da sociedade, sempre à margem da lei, onde
um simples beijo era considerado crime. A partir do acontecimento inusitado de “Stonewall”,
um sentido de organização e política emergiu da “guerra” e então que a
sociedade americana pode dar passos à frente e, realmente, repensar sua postura
medrosa e reacionária. STONEWALL UPRISING é fortíssimo e apaixonante em sua
sinceridade e dá uma boa ideia do quanto é preciso gritar, lutar e amar para,
livremente, respirar sua própria vida.